segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Os EUA a caminho do Socialismo


Não tinha grande conhecimento da vitória de Alexandria Ocasio-Cortez em Nova Iorque até recentemente ler um artigo no blog da IFLRY. Definitivamente interessante de ler, apesar das naturais diferenças.

http://libel.iflry.com/2018/07/long-odds-how-ocasio-cortez-won-the-ny-14-primary/

sábado, 26 de maio de 2018

Valores Liberais - uma revisão à luz dos manifestos da Liberal Internacional



Liberal Values. Copyright Liberal Words. Fair use.

Originalmente publicado no blog Liberal Words.

Há algumas semanas atrás estive na I Convenção da Iniciativa Liberal onde aprovamos o nosso primeiro programa político. E a discussão de medidas e linhas deu-me uma oportunidade de reflectir sobre os valores Liberais que me levam a participar politicamente. E daí surge esta revisão, inspirada, claro, pelos manifestos da Internacional Liberal.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

IL's political convention and Liberal Values



Last weekend I was at Iniciativa Liberal party’s convention in Lisbon, a Liberal party in Portugal. There I could reflect on how my Liberal Values drive me to participate politically, either at an european level or a national one.

Which led me to write an article on Liberal Values...


sábado, 13 de janeiro de 2018

Liberal Words - reflection and political emotion



Liberal Words is a political blog written by and for ALDE Individual Members. Although it has really great articles, I have never committed myself to reading, and not skimming any of them. In an effort to oppose this effect, I was scrolling down the feed when I came across a blogpost by Alejandro Almau.

It comes down to two or three big ideas: rationality is best than emotionality; political emotions have a role in politics once they come after reasoning; the love for the Union is fine and well.

Although some more ideas could be added to the second point, these are fundamental truths that, just by their orderly numeration, must resonate high in our minds.

For this is the great hour for Democracies around europe and “for a counter-offensive by all pro-European political forces to regain the hearts and minds of citizens”.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que é ser Liberal?


De algumas questões sobre as quais interessa responder, aquilo que me faz considerar-me Liberal Democrata é uma delas. E distinguir perfeitamente ser Liberal Democrata de ser Liberal, simplesmente Liberal.

É que Liberais somos todos. E pode parecer ousado dizer isto nas sociedades em que os Liberais são vistos com as sobrancelhas levantadas. Mas a verdade é que num sentido geral, somos todos liberais. Somo-lo porque todos aceitamos a herança das revoluções liberais oitocentistas. Que não são mais do que a representação histórica de uma longa evolução de ideias. Que, para desgraça de alguns pós-modernos, vem sendo gerada desde a antiguidade. Todos damos como garantida a separação dos três poderes e a inviolabilidade de certos direitos fundamentais. Entre estes estão os de consciência, como por exemplo ter certa confissão religiosa; os direitos políticos e cívicos, como a liberdade de escrever e ser ouvido; E os direitos Económicos, como a possibilidade de ter iguais oportunidades. Todos damos como garantida a representação política por eleições e a separação total da comunidade religiosa e política. Todos concordamos que os estados-nação são a unidade fundamental da política internacional, mas estão rodeados e interligados por outras unidades de cooperação e diálogo. E esses atributos distinguem o que se trata de uma democracia moderna. Somos liberais porque, no fundo, participamos nestas.

Por isso se me perguntarem se um Social-Democrata ou se um Popular se um Bloquista ou se um Comunista são liberais, antes de poder responder irei perguntar se uns ou outros aceitam estes pressupostos fundamentais dos democratas. Não se enganem… somos todos diferentes… mas todos partilhamos estas noções fundamentais. Sem as quais as diferenças seriam esmagadas pela violência selvagem. Caso não as tivéssemos, o que seriamos? Perguntem aos historiadores e aos livros sobre as outras opções que existem para não se ser liberal… E a resposta será, tenho medo, muito sombria.

Pois se não formos liberais, a nossa definição de democracia será bastante diferente. Por exemplo, poderá ser uma em que não existe um muro entre a Igreja e o estado. Aí chamamos-lhe “teocracia”. A elite religiosa sobrepõem-se à elite política e passa leis para limitar a sociedade às suas considerações legalistas. Poderá ser uma definição em que não entra a liberdade de expressão. Aí é comum chamar-lhe ditadura. Todos os que não conhecem o “respeitinho” são esmagados e atirados para prisões. Não há mais do que um partido. Por outro lado, pode ser uma definição que dá a uma certa e específica opinião a característica de opinião geral ou de vontade do povo. Rapidamente lhe começamos a chamar “totalitarismo”. Quer esta vontade geral seja para a abolição da propriedade privada ou para o engrandecimento da nação.

De qualquer forma, será uma definição muito infeliz.

Ser Liberal-Democrata, no entanto, é um pouco diferente de ser Liberal geralmente ou Democrata geralmente. Ser Liberal Democrata é partilhar as regras da Democracia-liberal, que eu enumerei acima, mas, mais do que isso, ser veemente na luta e avanço de alguns objectivos… E alguns destes podem ser indicados brevemente,... ainda que claro, com o meu toque pessoal.

Em termos de política internacional, o Liberal-Democrata quer reforço e aumento das organizações inter, trans e supra nacionais, e na rejeita quase absolutamente a guerra como forma de resolução dos conflitos. Em particular, para a UE, defende a federalização e a constitucionalização ao ritmo da vontade dos povos. Tem um empenho enorme na globalização e na redução da pobreza dos países subdesenvolvidos, sem peios ou atavios paternalistas.

Em termos económicos, dá uma clara primazia à abolição de fronteiras e barreiras ao comércio e à iniciativa privada. Assegurar a existência de um mercado competitivo, sem monopólios e hegemonias e promover as soluções inovadoras e economicamente disruptivas. A intervenção económica vista por um liberal-democrata só deve ser feita quando a própria liberdade dos agentes não é capaz de assegurar uma situação adequada ao bem comum.

Em termos sociais tem uma defesa intransigente dos direitos das minorias e a sua integração social. Valoriza a diferença, mas não tem dúvidas quanto aos princípios fundamentais em que a tolerância está baseada. Trata-se, portanto, de uma atitude de abertura à mudança e de reforma social que não esconde a herança do passado, mas que também não o idolatra. Aceita e acolhe a redistribuição da riqueza, mas sempre sob a condição que esta promove o sentido de trabalho. Procura basicamente o aprofundamento de uma igualdade entre raças, credos, géneros, grupos sociais e outras minorias.

Em termos Ambientais, o foco vai para o uso sustentável dos recursos naturais, reconhecendo a frágil debilidade da vivência humana. Sem no entanto, cair na sacralização do planeta e dos seus ecossistemas. Ser liberal democrata é apostar em soluções que respeitem o crescimento económico, como a introdução dos custos ambientais na quantificação económica e a institucionalização de princípios conservacionistas nas regras de comércio internacional, mas sempre com uma perspectiva social.

É tendo estes termos em mente que eu me considero filiado nos partido dos Liberais-Democratas europeus. Eles são os únicos capazes derrubar o populismo étnico de uma certa direita e o simples estadismo crónico de certa esquerda. Enfim, eles são os únicos que dão uma esperança de um futuro bem melhor do que este.